sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

as vezes precisamos de ser racionais, mas eu sei que um dia ainda me vias dar razão!!!

Acordei com uma vontade inabalável de escrever, mas falta-me alguma coisa…
Escrevo para usar as palavras que guardo: quando falamos de mais, já não escrevemos, porque não nos resta nada para dizer, e tudo aquilo que se diz de desnecessário, é estúpido, é um sinal destes tempos estúpidos em que falamos mais do que entendemos!
Mas a verdade é que à dias que a minha cabeça anda numa roda viva, e o meu pensamento gira sempre à volta do mesmo. Começa a ser incontrolável olhar o telemóvel de 5 em 5 segundos e pensar como estás, se estarás bem…
É um processo longo e difícil as aproximações entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas. Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde antes estava a intimidade!
É preciso saber passar tudo isso e conseguir chegar mais além, mas a verdade é que eu não tenho lugar na tua vida… e tu não tens lugar na minha!
Eu acabo sempre por magoar todos aqueles que estão à minha volta e principalmente aqueles que mais gostam de mim !!!
A verdade é que sempre que tenho medo de alguma coisa, me afasto e desapareço, mas isso não significa de modo algum que as coisas me são indiferentes!
Tudo aconteceu naquela noite… eu estava lá… tu também… eu só queria esquecer tudo de negativo que aqueles 365 dias me trouxeram e respirei fundo… senti então que estava tudo a começar… eu estava no nível 0, convicta a reconstruir tudo outra vez e quando dou por mim e abro os olhos disposta a encarar a vida com outra lucidez, tu estavas ali, bem ao meu lado e estranhamente, estupidamente talvez, dei por mim a sentir uma espécie de segurança, de conforto desconhecido, naquele entendimento que impuseste e para o qual não sei se estava preparada!!
Então, foi aí… Foi aí que eu me senti eternamente jovem, quase imortal, ou mais arrepiante ainda, indiferente à própria ideia da morte!
Hoje reabri ficheiros antigos e redescobri as fotografias daquela noite… não os devia ter aberto. Evitava assim, cuidadosamente, qualquer vistoria que pudesse despertar essa serpente venenosa que hiberna nos ficheiros e a que chamamos Nostalgia. Dizem que as fotografias não mentem, mas essa é a maior mentira que já ouvi! Quando guardam para sempre um instante que não mais se repetirá, nisso as fotografias não mentem, esse instante existiu mesmo!
Porém, a mentira consiste em pensar que esse instante é eterno, que duas pessoas abraçadas e felizes, ficarão para sempre abraçadas e felizes! É por isso que não gosto de olhar fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição – quanto mais não seja a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ficamos ali, aprisionados no tempo. Suspensos e felizes, como se a felicidade se pudesse suspender carregando no botão “pausa”, no infindável filme da vida.
Eu não te quero perder… foste das melhores pessoas que conheci ultimamente! Quero apenas ficar distante uns tempos e quando estiver preparada retomar aquela amizade inicial que eu não quero que acabe nunca!!! =)

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